Mommys pelo Mundo – Alemanha

 

Oie Mommys!

Meu nome é Tatiana, sou de Beagá, mas moro em São Paulo (capital) desde 2007. E foi aqui que meu filhote nasceu. Ele se chama José Pedro e tem 4 anos. Agora estou me preparando para mudar para Alemanha.

No fim do ano passado, meu esposo Alexis, que também é de BH, recebeu uma proposta para ser transferido para lá. E desde então estamos nos preparando para “zarpar”.

Sendo assim, vocês imaginam a correria que está para eu arrumar tudo, nos desfazer da casa toda, além de fazer todas as pesquisas que precisamos para iniciar uma vida em terras germânicas.

Muito embora pareça fácil mudar para um país estrangeiro com um emprego já garantido, não é tão simples. Existe toda parte burocrática de documentos, traduções, vistos, diferenças de taxas existentes aqui e lá; como a parte prática desfazer de móveis e utensílios domésticos (pelas minhas pesquisas, não vale a pena enviar por contêiner e eu posso explicar isso em um futuro post), colocar apartamento para vender/alugar, fazer as malas e tentar com que tudo o que sobrou caiba no mínimo de malas possível (haja excesso de bagagem!), cancelar telefones, água, luz, gás, internet e tv a cabo; bem como também a parte de lá: encontrar um local temporário para viver, e também o definitivo (existem diferenças substanciais que posso falar em um outro post também), comprar móveis e todos os utensílios novos, ligar (e entender-rsrsrs) luz, gás, água, etc, registrar no país para que obtenhamos direitos de moradores, escolher escola nova para o filho, aprender o idioma, encontrar novos médicose, enfim, acostumar com a saudade e com a outra rotina e, assim, começar a curtir a nova vida! Ufa! Será que esqueci alguma coisa (rsrsrs)?

Como estou em processo de mudança, vou contar para vocês “tim-tim” por “tim-tim” todo o andamento. Todas as partes práticas e também emocionais de mudar para fora.

Acredito que esse é um desejo de muitas Mommys atualmente, sobretudo com as perspectivas políticas e econômicas que nosso país enfrenta. Então, não deixem de acompanhar os posts com a hashtag #mommyspelomundo e comentem o que vocês gostariam de saber sobre esse processo de mudança. As Mommys que já moram fora, deixem também as dicas e informações mais importantes (todas serão de grande ajuda!)

Por hoje, apenas uma introdução, agora vou ali encaixotar algumas coisas… rsrsrs

Até o próximo!

Tati

Visita à recém nascido, como proceder?

Oi mommys!

 

Ser uma boa anfitriã é também ser uma boa convidada. Convidada para visitar recém-nascido então, deve ser como anfitriã, todo cuidado e carinho é pouco. você mommy sabe muitas dessas regras, mas muitas vezes as esquecemos.

 

Então vamos a algumas dicas para que esta visita seja tão gostosa para você quanto para os pais.

1- Deve-se visitar o recém-nascido quando?

Depende da sua intimidade e proximidade com o casal. Se forem muito próximos, pode ir nos primeiros dias e até no hospital.

Senão foram tão próximos, aguarde no mínimo 1 mês, que é quando a rotina começa a se acalmar.

2- Quanto tempo devo permanecer?

No hospital, visita rápida, 30 minutinhos só. Mas em todo caso, observe o ambiente. Veja se o bebê está muto agitado ou se os pais estão muito estressados  cansados. Mas nunca abuse muito do tempo. No máximo 90 minutos se forem muito próximos. Afinal, a mãe fica doida para conversar com as amigas.

3- O que devo levar?

Um presente para o bebê e caso tenha irmãos, deve levar um mimo para eles também. Um doce ou presentinho. Não se esqueça de atenção aos irmãos mais velhos.

E é legal levar um item de padaria. Um bolinho, croissants, chocolates. Isto porque, dependendo do dia de visita, os pais podem não ter nada para servir e ficarem sem graça.

Flores podem causar alergias aos bebês.

4- Posso pedir para pegar?

Pode, desde que a criança esteja acordada. Sempre lave as mãos ao chegar e peça um álcool em gel aos pais. Não peça para dar banhos ou ajudar na mamada. Se os pais quiserem ajuda, eles pedirão.

5- Ligue antes de visitar.

6- Não dê palpites!!!!

7- Não fique tempo demais e caso ofereçam bebida alcoólica, recuse. Muitas vezes, oferecem só por educação (os pais fazem muito isso, principalmente quando vai um homem de acompanhante). A não ser claro, quando os pais fazem um happy hour ou jantar para apresentar o bebê. Isto tem sido muito comum.

8- Nunca vá gripado ou resfriado.

9- Não passe perfumes.

10- Não beije muito a criança. Somente na cabecinha. Não pegue na mãozinha ou beije-a.

Aproveite a visita e curta bastante o cheirinho gostoso de um bebê.

Beijo mommys!!!!

 

Maternagem Política

De tudo que eu li, busquei e busco de informação sobre a maternidade, ao entrar nesse universo, nada despertou e ainda desperta tanto a minha curiosidade quanto as questões relacionadas com a educação emocional das nossas crianças. Tinha certo de que antes de falar, contar até 10, saber nadar, aprender inglês, era medida impositiva nesse mundo do maior amor do mundoensinar e/ou auxiliar minha filha a lidar com as próprias emoções, haja vista que antes de aprender qualquer coisa ela seria confrontada com a alegria, com o medo, com a frustração e tantos outros sentimentos que estamos sujeitos.

E onde entra a política nesse contexto? Pois bem, criar um ambiente saudável onde os sentimentos e habilidades infantis se devolvam com qualidade e se direcionem no caminho da cidadania, solidariedade, gentileza e segurança não é só uma tarefa caseira. Apesar de principal. Pelo contrário. Nossa forma de se relacionar com o mundo impacta nos exemplos imprescindíveis que devemos dar para a boa formação de uma criança e, obviamente, alimentam e qualificam o ambiente que pretendemos esse desenvolvimento.

Tenho a impressão de que as experiências saudáveis e de atenção (com as crianças e com o próximo) auxiliam nessa conexão tão importante que tem que haver entre a criança e o mundo, de forma que elas se sintam ligadas de algum modo a todas as pessoas, o que no meu entendimento favorece o comportamento ético, responsável e socialmente produtivo, cujos frutos colheremos juntos.

Não se pode perder de vista que o atual contexto econômico e sócio-político está longe de ser edificante para tal possibilidade. Não obstante, o que se pretende com esse texto, é bom que se diga, é afirmar que a política não é só partidária e eleitoral.Nas miudezas diárias se estimulam comportamentos que, antes de sociais, são verdadeiras atitudes políticas. Dar bom dia ao vizinho, respeitar as leis de trânsito, preocupar-se com o destino do lixo, atuar na associação de bairro… Fato é que toda vez que tomamos atitudes que impactam na vida de outras pessoas atuamos politicamente. Aristótelesdizia que a política é a arte do bem viver.

Infelizmente, a falta de representatividade, a corrupção e toda sorte de mazela que nos assombra só aumenta a estatística de brasileiros que declaram ter pouco ou nenhum interesse pela política.Talvez, por essa razão, poder-se-ia imaginar que a política estaria relegada à Brasília, longe de nós. Não está.

Minha busca por informação nessa seara me apresentou aos grupos de mães. E essa questão me fez reflexiva quanto às discussões, compartilhamentos, solicitações que rotineiramente são expostos e não me deixou dúvidas quanto ao fato de que mães fazem, genuinamente, política. E ouso dizer: da melhor qualidade. Se unem em torno de projetos comuns, se organizam, questionam, se ajudam e, a sua maneira, tentam contribuir para um mundo melhor. Tentam contribuir para um mundo de conexão entre aquilo que se prega e aquilo que se pratica. Tentam contribuir para deixar filhos melhores para o mundo. E um mundo melhor para nossos filhos.

Nesse meio, entre as práticas que diariamente somos confrontadas, uma que evidencia o equilíbrio e, talvez, seja a principal nesse universo materno no meu ponto de vista, é a da não reação. Essa prática impõe que eu me permita conhecer o outro. Entender suas razões. Dialogar. Ouvir. E galgando outros patamares, encontrar discussões dialéticas saudáveis e de respeito. Mas isso só se aperfeiçoa se ao longo da vida um ambiente positivo tiver sido construído para tanto. Não adianta esperar honestidade, ética, amor daquele que sequer se referenciou desses sentimentos no seu crescimento. Lógico que exceções existem. Mas trabalhar com a regra em tema tão circunstancial é cautela necessária num mundo complexo e contraditório como o atual. Além de ser um desafio diário.

Acolher a realidade alheia, se colocar no lugar do outro é tarefa árdua quando a reação normal, em qualquer conversa, é encher o outro de argumentos, estatísticas e notícias. Compreender que a política é exercício diário e, portanto, se legitima na vida cotidiana desde a gestação é um bom termo, afinal de contas, a maternidade já é um encontro de ideologias muito distintas. Respeitar é medida de ordem nesse meio. Afinal de contas, queremos filhos educados, críticos com a realidade, conscientes de seus direitos e que contribuam para o bem estar do grupo. Entretanto, o que eu faço para ensinar esse caminho? Qual o meu nível de interesse no mundo e nas pessoas? Eu consigo enxergar o outro? E a política é isso. Um exercício diário de preocupação alheia. E se fosse uma realidade presente, não haveriam tantos desamparados.

E nesse meio, como já dito, a informação é medida de amor. Para agir é necessário saber o que acontece. Esforço para participar, acompanhar e analisar os fatos cotidianos é imperioso. E as atuais ferramentas, a exemplo de sites e e-mails, nos dão a dimensão da facilidade de se conectar com pessoas que se interessam por um mesmo tema, fóruns de discussão e uma infinidade de possibilidade, inclusive no que tange a fiscalização quanto aos projetos dos políticos que você votou. À esse respeito, sites como votonaweb.com.br e o próprio site da Assembleia Legislativa de MG (www.almg.gov.br) auxiliam bastante nessa tarefa.

Enfim, acredito que a educação emocional das nossas crianças se fortalece e aperfeiçoa em ambientes que sejam férteis a esse cultivo, dentro e fora de casa. E o conhecimento é fundamental nessa seara, afinal de contas fazer de uma criança cidadãos seguros, solidários e gentis é tarefa nossa como pais. E não há nada que ensine mais do que o exemplo nessa missão. A mais linda de todas que é educar um ser humano.

MOMMYS PELO MUNDO – Chicago

 

“Meu nome é Ana Carolina (37 anos), sou casada com o Bruno (37 anos) e sou mãe do Felipe (2 anos). Nós moramos em Chicago-U.S. há 2 anos e meio.

Além da contar sobre minha vida em Chicago, vou falar sobre como viemos parar aqui.
Eu e meu marido somos casados há 7 anos e já havíamos morado nos Estados Unidos (2013-2014), porém cada um em um lugar (eu fazendo pós doutorado em San Antonio-Texas e ele prestando consultoria em Pittsburgh-Pensilvania).
Voltamos pra BH em janeiro de 2015, eu retomei minha pesquisa e ele a consultoria. Meu marido sempre viajou muito, ficava apenas os finais de semana em casa e nós já estávamos cansados disso, principalmente porque começávamos a pensar em ter filhos e ele não queria ser “pai de final de semana”.
Alguns meses se passaram e meu marido recebeu uma sondagem para trabalhar fora  (ainda nada certo porque dependia da aprovação do visto de trabalho), mas que dessa fez iríamos os dois, de mudança. Eu tomei um susto, mas disse que topava. Eu teria que largar tudo, e mais, iria com um visto que não me permitiria trabalhar.
Foi aí que em uma sexta-feira, 8 de maio de 2015 (véspera do dia das mães), meu marido chega em casa (depois de ter passado a semana toda fora) e me diz: saiu meu visto de trabalho, agora tenho que falar se aceito ou não a proposta. Eu respirei fundo e respondi: ok, mas agora tem mais uma coisa: eu estou grávida! (eu havia feito teste de farmácia, no trabalho, nesse mesmo dia). Foi uma alegria imensa, mas aquela segurança inicial, da minha parte, de ir, já não era mais a mesma. Tive medo de não dar conta de tudo sozinha (filho, casa, outra cidade… muitas mudanças). Fato é que meu marido tinha uns 10 dias para dar um resposta… conversamos muito, entre nós e com outras pessoas. E decidimos aceitar (seria ótimo para nós dois e também poderia abrir novos caminhos para o nosso filho no futuro). Isso ainda era maio e nos mudaríamos em setembro.
E assim foi, cheguei em Chicago com quase 7 meses de gestação. Meu marido já havia vindo antes e alugado uma casa, eu já havia pesquisado e encontrado uma obstetra brasileira.
Exatos 3 meses após nossa mudança, Felipe nasceu… 29 dezembro de 2015, muuuito frio e neve.. difícil de sair de casa. Passei por um trabalho de parto um pouco complicado, Felipe tinha queda do batimento cardíaco a cada contração, e foi assim durante quase 8 horas, até que minha médica decidiu por uma cesárea. Felipe ficou no CTI por 36 horas.. foi bem difícil. Graças a Deus me mãe estava comigo.
A primeira noite de Felipe no quarto foi no ano novo!! O atendimento que tive no hospital foi impressionante, parecia que eu era a única pessoa internada lá. Varios enfermeiros e médicos a todo tempo, consultoria de amamentação (que após 1 semana do parto, me ligou pra saber como estava tudo e se eu precisava de uma visita em casa para alguma orientação). Começava um 2016 mais que especial. Tive ajuda da minha mãe e minha sogra. E quando Felipe completou 2 meses, passamos a ser só nós 3. Meu marido trabalhava muuuito, saia muito cedo e voltava super tarde. Era bem cansativo.
A rotina ainda continua essa, há 2 anos sou mãe em tempo integral (meu filho ainda não vai pra escola) e dona de casa também (minha carreira está em stand by, mas esse ano será retomada).
Eu tive muito medo e hoje, quando paro e penso, vejo que a maternidade aqui foi e está sendo mais fácil do que eu podia imaginar. Meu marido apesar de continuar trabalhando muito, volta pra casa todos os dias e pode acompanhar de perto o crescimento do Felipe. E Ele, Felipe, é louco por esse pai.. ele espera o dia todo pela chegada dele, e quando o pai chega, não tem pra ninguém, e eu??? Adoroooo… porque já estou super cansada e quero mesmo é uma folga. E apesar da rotina exaustiva, curto e acompanho cada novo acontecimento na vida do Felipe. Ele é meu companheirinho, ele está comigo em TODOS os lugares.
Hoje eu penso que foi tudo perfeito: porque se eu já tivesse um filho no Brasil, com toda uma rede de apoio de família e amigos e de repente tivesse que me mudar e fazer tudo sozinha, seria bem mais complicado ou se eu ainda não estivesse grávida, eu ficaria com um medo danado de engravidar aqui… Deus sabe mesmo o que faz.
Já estamos super adaptados á vida aqui. Escola, até 5 anos, é bem caro (a partir daí  ele tem direito a escola pública de qualidade), esse é inclusive um dos motivos pelos quais ele só começará escola agora em maio 3x por semana. Saúde também não é barato, mesmo você tendo um bom plano de saúde, ainda gasta-se muito, caso adoeça.
Temos um pediatra muito bom, que me ajuda via email caso seja necessário (isso é raridade aqui), outra coisa que pode assustar um pouco é a alimentação… mas isso tentamos balancear em casa e não ficar paranóicos quando comemos fora de casa, mas fato é que com 2 anos meu filho já pula de alegria ao ver batata frita e pizza.
Apesar do longo período de frio aqui em Chicago (vai de out-nov até abril-maio), temos muitas opções de lazer indoor  (museus, aquário, biblioteca.. tudo preparado pra receber crianças e adultos) o que facilita muito. E o verão daqui compensa tudo, a cidade é simplesmente sensacional no calor, muita atividade ao ar livre, praia, parques, eventos de graça… e o melhor de tudo com seguranca!! Não preciso ter medo de andar na rua sozinha com meu filho, não preciso ter medo do momento de tirá-lo ou colocá-lo na cadeirinha do carro, não preciso ter medo de deixar a bolsa no carrinho e ir atende-lo no parquinho….e isso é muito importante pra mim.
Claro, sentimos muita falta da família.. e Felipe, tem sentido cada vez mais. Fala que quer ir pro Brasil, que quer ver os primos, tias, avós.. mas conversamos com ele e ele entende.
Enfim, somos felizes aqui, temos muitos amigos e uma vida maravilhosa que só nos resta agradecer!”

MOMMYS PELO MUNDO – Itália

“Olá, eu sou a Tati, esposa do Paolo e mãe do Rafael de 4 anos – e nós moramos na Itália.

Antes de começar a contar como viemos parar aqui preciso voltar em 2009.

Eu morava em Nova Iorque há alguns anos mas já estava cansada da vida frenética de lá. Paolo, que é italiano nato, foi passar uns dias de férias com a família na cidade e eu o conheci. Continuamos nos falando todos os dias (eu em NY e ele na Itália) até eu conseguir fazer a minha mudança de “volta” para o Brasil no início de 2010.

Cheguei em BH, resolvi umas questões burocráticas e na metade do mesmo ano já estava a caminho daqui. Fomos morar juntos e acabei morando com ele por 3 anos. Nos casamos aqui mesmo, parte da minha família veio. Foi uma festa bem linda e tipicamente italiana com toques de Brasil. Esses 3 anos morando aqui foram muito bons mas eu não estava feliz. Eu tinha saído de uma realidade como Nova Iorque para vir morar numa cidadezinha de interior, com 4 mil habitantes no norte da Itália. A vida era muito pacata e eu praticamente não trabalhava. Paolo tinha uma certa flexibilidade no trabalho e conseguíamos viajar, saíamos muito para jantar fora, ele tocava em uma banda na época e toda semana tinha um show. Eu adorava, mas a vontade de estar perto da minha família, dos meus amigos e do meu país só aumentavam. Já eram quase 10 anos morando fora do Brasil e perdendo todos aqueles momentos mais importantes na vida de quem amamos: casamentos, nascimentos, mortes, doenças. Perdi muita coisa.

No início de 2013 descobri que estava grávida e foi aí que tirei forças para mais uma mudança. Era hora de voltar para BH e ter meu filho perto da minha família. Meu marido, que sempre morou na mesma cidadezinha, topou na hora! Apesar dele ter um emprego seguro, com zero chance de demissão, ele estava desmotivado e via no Brasil uma oportunidade de crescer profissionalmente e um ótimo lugar (com clima maravilhoso) para criarmos nosso filho.

Voltei para o Brasil grávida de 4 meses com mil malas, meio enxoval debaixo do braço e minha cachorrinha na garupa.

Começamos nossa vida do ZERO. Compramos apartamento, reformamos ele todo, compramos carro, nosso filho nasceu. Eu desempregada, claro, e o Paolo, sem curso superior, dando duro na empresa que trabalhava. Ele conseguiu um trabalho na mesma área em que tem formação técnica, mas como não tinha um diploma era visto como um imigrante incapaz. Como ele se decepcionou..ele que sempre foi muito bom, acima da média no que fazia, mas teve que provar muito que era excelente até conseguir crescer na empresa e ter o respeito das pessoas.

Vivemos por 4 anos no Brasil. Foram anos de muita dificuldade, de muita ralação e sem dúvidas muito aprendizado. Falamos que se sobrevivemos esses 4 anos morando aí, passaremos o resto das nossas vidas juntos.

Muita coisa chata aconteceu nesse período. Nosso padrão de vida era muito inferior ao que estávamos acostumados aqui na Itália. Meu marido foi assaltado a mão armada em uma manhã em que esperava pelo ônibus da empresa para ir trabalhar. Nosso carro foi arrombado em uma rua movimentada num dia de semana. Todas essas coisas foram nos desestruturando.

Um certo dia, no início do ano passado, meu marido me disse: eu estou aqui por você e pelo Rafa. Só por isso. Se você me disser que quer voltar a morar na Itália, eu juro que começo hoje mesmo a procurar um emprego lá. A ideia de deixar novamente minha família me matava. Mas naquele momento eu já não aguentava mais tanta tragédia, tanta maldade, tanto absurdo que víamos e ouvíamos. Coloquei meu filho na minha mente e visualizei a vida que eu queria dar pra ele. Só pensei nele. O que seria bom PARA ELE. Sem pensar na comodidade do meu marido em voltar para o seu habitat natural, sem pensar na vidinha pacata e monótona que eu poderia voltar a ter dali pra frente. As respostas estavam claras na minha cabeça e tomei a decisão.

Naquele mesmo dia Paolo inseriu o currículo dele num site italiano de empregos e começou a receber notificações de vagas do interesse dele. Foi muito rápido, em pouco tempo ele já estava fazendo entrevistas por skype e passando pelas etapas do processo de admissão.

Recebeu 3 ótimas propostas. Escolheu, claro, a melhor. Foi Deus, não tenho dúvidas. Foi nos guiando em todos os passos.

Paolo veio na frente porque começaria logo a trabalhar. Eu fiquei mais um mês no Brasil resolvendo as questões da nossa mudança, de novo.

Tudo deu muito certo pelas condições que já tínhamos aqui. Temos uma casa que é nossa, ele tem um emprego garantido (o contrato dele é de tempo indeterminado e não pode ser demitido), temos a outra metade da família que nos dá total suporte, temos toda uma estrutura. Não saímos do Brasil com a cara e a coragem. Não faríamos isso de novo!

Após esses 3 meses da nossa mudança faço diariamente uma reflexão: como a vida aqui agora com o Rafa faz mais sentido. Nossa vidinha aqui é muito pacata sim, mas com filho fica tudo muito mais colorido. Nossa rotina é tão tranquila! A nossa qualidade de vida é lá no alto.

A escola dele é integral e particular (até 5 anos de idade – depois é pública). Pagamos 170 euros por mês de escola e isso inclui o almoço maravilhoso que eles oferecem. Super balanceado: muita fruta, verdura, legume, massas, carne, peixe, pão. Não precisamos mandar nada além. A metodologia do ensino é montessoriana. Na sala dele tem crianças de 3 a 5 anos. A saúde é pública. Ele tem o pediatra que o atende que sempre que precisamos conseguimos uma consulta para a mesma manhã. Remédios com receita tem quase custo zero. Agora estamos no inverno e isso é um pouco complicado para quem vem de um país como o Brasil. Ele adoeceu 3 vezes durante esse tempo. No Brasil não adoecia nunca. Além das baixas temperaturas, a entrada dele na escola agora foi como o início da vida escolar. Mas isso é o de menos. Ele já está super adaptado, se comunica com muita desenvoltura com os coleguinhas. Uma vez por semana vamos à biblioteca porque fazem leiturinha para as crianças e trabalhinhos manuais. É uma delícia!

Pela primeira vez nesses 4 anos estou conseguindo realizar o papel de mãe. De levar e buscar na escola, de levar ao médico, levar para fazer atividades, para brincar, de acompanhar de perto o crescimento dele. E confesso que estou adorando ter mais tempo para ele.

Entendi que preciso me abrir para o novo, me inserir na cultura e nos costumes das pessoas daqui. Isso faz muita diferença! Quando você sente que faz parte daquela comunidade e não é somente um estrangeiro vivendo num lugar que não é seu. Isso aqui agora é meu sim e quero fazer as coisas que as pessoas daqui também fazem. Temos casais de amigos com filhos, nos encontramos sempre. Comecei a fazer aula de dança latina, estou me dedicando a fazer caminhada, corrida, o que aparecer eu vou. Tenho um projeto ainda no papel de trabalhar de casa. Participo de tudo que me convidam. Hoje posso dizer que era essa vida que eu sempre sonhei para minha família!”

Receitinha fácil e rápido para começar o fim de semana.

Oi Mommys!!!!

Hoje passei só para dar uma receitinha que adoro e faz o maior sucesso aqui em casa e com os amigos.: Parpadelle alla carbonara.

É uma receita muito conhecida, mas já vi e comi muita receita errada deste prato. Aprendi a receita tradicional com um italiano, não tem erro. Fica divino!!!! E é perfeito para um jantarzinho no final de semana, ainda mais com essa chuva gostosa que está caindo aqui em BH.

Vamos a receita.

Ingredientes (para 200 gr de massa):

200 gr de massa. Gosto de parpadelle ou espaguete.;

2 ovos

50 gr de queijo parmesão ralado. Um bom queijo, fracionado são melhores. Quem puder use um pecorino ou grana padano, este é o segredo!;

150 gr de bacon;

1 dente de alho;

Pimenta do reino a gosto.

Azeite.

Obs.: (Sim, não tem creme de leite!!! Já comi em restaurantes que fazer com o creme e fica super pesado. E nem sal, pois o parmesão e o bacon já são bem salgados)

Modo de preparo:

Cozinha a massa com sal. Sem óleo. Veja o tempo de cozimento da massa. Deixe-a ao dente,

Em uma panela, esquente o azeite com o alho, se preferir pode retirá-lo para ele não queimar, é só para dar um sabor ao azeite. Frite o bacon, retire um pouco da gordura com papel toalha e reserve a panela com o bacon.

Em um bowl, misture o queijo com os ovos cru e a pimenta. Mexa bem com um garfo, ate encorparem.

Escorra o macarrão e jogue-no na panela com o bacon e misture bem. Deligue o fogo e jogue a mistura do queijo com os ovos. Os ovos vão cozinhar no calor da massa.

Para servir:

Rale mais queijo em cima e sirva em pratos coloridos ou em uma bela travessa. Um venho tinto fica perfeito com esse prato.

A foto ficou com um péssimo anglo, mas deu para se ter uma ideia.

Um jantar rápido, o que demora mais é o cozimento do macarrão, e super barato.

ATENÇÃO GRAVIDINHAS: CUIDADO COM O OVO CRU, DEIXE QUE ELE COZINHE BEM NA MASSA, É SÓ NÃO DESLIGAR A PANELA QUANDO COLOCAR A MISTURA.

 

Beijos

 

 

 

Como fazer uma pequena reunião de amigos em casa

Oi Mommys, tudo bem?

Vamos falar de um dos tipos de reunião em casa, mais badalado ultimamente. A reunião para poucos amigos.

Ela vem sendo a queridinha pois é mais íntima, mais aconchegante e mais barata. Mas nem por isso deve ser preparada de qualquer maneira. Muito pelo contrário, por ser menor, o capricho é um dos ingredientes principais.

Para servir:

Sempre sirva um welcome drink. São gostosos e chamam muito atenção. Não precisa ser nada muito elaborado. Pode ser uma taça de espumante, um mojito, uma dose de Whisky. Deixe sempre uma água saborizada, uma água comum e uma água com gás.

Sirva petiscos primeiro, canapés, patês, pães, antepastos, tábua de frios, castanhas e amendoim e mais para o meio da festa, uma comidinha mais quente, para das aquela sustância, rsrsrs. Pode ser escondidinho, torta, massinha. Algum prato que você já consiga deixar pronto antes dos convidados chegarem e só aquecer no momento de servir. Mas não exagere muito na quantidade, lembre-se que são poucas pessoas.

Ao final, sirva um docinho ou um licor com chocolates ou um cafezinho.

A mesa pode ser posta, é bom porque são poucos convidados e cabem todos a mesa. Ou uma maneira que adoro e que não consigo fazer na minha casa, é reunir todos para petiscos em volta de mesas de centro. É super gostoso, descontraído e aconchegante.

A música eu prefiro em um volume ambiente, e com uma playlist que agrade a todos. Tente variar um pouco.

Flores são importantes em todas as recepções, eu as amo. As velas eu sempre uso, mas nesse calorão eu as deixo mais afastadas, em mesa de centro ou lateral, só para dar um charme.

Mommys mandem suas fotos de recepções em suas casas.

 

 

 

 

 

Dicas pra uma super festa de carnaval

Oi Mommys,

 

o carnaval já está chegando e com ele vem toda a alegria, animação e energia! Mas, nós mommys, nem sempre podemos sair para pular junto com os bloquinhos. Então a melhor maneira de aproveitar é chamando os amigos para pular em casa. Mas para a festa ser perfeita, vou dar algumas dicas.

1- Escolha bem o tema do encontro antes de fazer o convite.

As vezes você está querendo somente reunir os amigos para um encontro simples ou um jantar e ao falar que é um encontro de carnaval ,um amigo mais animado pode aparecer de fantasia e ficar envergonhado. Deixa claro se será um encontro só para bate papo, um churrasco na beira da piscina, uma festa ao ar livre…

2- Cardápio.

Gente, esse ano o verão está de torrar!!!! Então pense sempre em cardápios leves, mas sem riscos de azedarem como maioneses.  Canapés, carnes geladas, churrascos, massas com molhos refrescantes tipo pesto, frios e frutas, picolés e sorvetes… Mas lembre-se sempre de ter um prato quente, principalmente quando o evento abusa de bebidas alcoólicas.

Nada de feijoada, caldos…

 

3- Bebidas

Escolha drinks refrescantes e coloridos. Pode usar um dos drinks do réveillon, ou um mojito, uma caipirinha, pina colada. E as cervejas têm que estar super geladas!!!!!!

Para as crianças, abuse dos sucos de frutas. Se possível os naturais.

E tenha gelo, muito gelo.

        

4- Decoração

Coloque cores na sua recepção. Compre alguns colares havaianos, uns guarda-chuvas para os copos, coloque algumas penas, máscaras e flores naturais. Se for fazer ao ar livre, é melhor montar buffet do que mesa posta. combina mais com o tema.

5- Músicas

Varie no repertorio. Faça uma playlist que vá das marchinhas, aos aches dos anos 90, até as músicas atuais. O que vale é se divertir!

 

Aproveitem muito o carnaval mommys!

 

 

 

 

 

A MÃE QUE EU QUERO SER – ACOMPANHAR

Mommys, muitas de vocês conhecem o Acompanhar, nosso parceiro na Revista e no Clube de Vantagens.

Algumas participaram da roda de conversa que fizemos lá e todas que foram amaram.

As meninas do Acompanhar montaram um produto que tem tudo a ver com a gente, inclusive no dia que fizemos a roda as mommys sugeriram encontros mais frequentes.

É um trabalho que terá encontros quinzenais, em 8 módulos, com grupos de mães, se for do interesse de vocês podemos montar grupos de acordo com a idade dos filhos.

Os módulos terão duração de 1 hora e 30 minutos cada, iniciando em fevereiro e finalizando em Maio de 2018.

Duas sugestões de horários e dias da semana.

Segundas de 10 as 11:30 ou quarta de 19 as 20:30.

MOMMYS TEM VALOR MAIS QUE ESPECIAL

Valor por módulo: R$ 90,00

No email de inscrição mencionar que é mommy para obter o desconto

O grupo deve ter no mínimo 10 mães e máximo 15.

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Grupo de mães: A MÃE QUE EU QUERO SER

1.Fazendo conexões: eu e o grupo.
2.Relações saudáveis: Aprendo, ensino e vivenciamos juntos
3.Grilos, angustias e medos: já que os tenho, e aí?!
4.A mãe “perfeita”. Ela existe?
5.Fazer apenas o que eu gosto, é possível?
6.Piloto automático e suas enrascadas
7.O aqui e o agora e seus desafios
8.O que eu faço hoje me conecta com a mãe que quero ser?