Ampliando o meu networking – em NY

Pra começar esse post preciso começar do começo! rs

Conheci a Júlia no início do ano quando participamos de um mesmo programa de coach, e a vi idealizar o projeto do seu negócio, a Global Touch! (welcome@globaltouch.com.br)

Quando entendi melhor o que era o negócio dela comecei a achar muito legal mesmo. A Global Touch é uma empresa que promove experiências de networking. O mais legal que eu acho é mesmo se você está indo viajar de férias, você pode aproveitar aquela viagem pra agregar algo ao seu negócio, à sua área profissional.

Foi o que aconteceu comigo, meio que sem querer. A Júlia resolveu comemorar o sucesso da Global Touch (pq né? claro que já é sucesso) com um sorteio entre as colegas do programa de coach, e não é que eu ganhei?!

Eu já estava com uma viagem de férias marcada para Nova York que aconteceria em pouco tempo, seria uma viagem curta, com marido e amigos e o nosso roteiro já estava pronto. Mas a Júlia foi inscansável, fez a minha apresentação em tempo recorde e me deu muitas opções legais. Quase que fiquei com vontade de fazer todos os encontros que ela me propôs e deixar a viagem de lado… rs. Na verdade, queria ter ganhado esse sorteio antes de programar a viagem, pois com certeza eu reservaria mais tempo para esses contatos.

Enfim, consegui fazer apenas uma reunião, mas foi muito bacana. Conheci a Bel e a Anna, duas brasileiras que mudaram para NY em razão do trabalho dos maridos e decidiram empreender lá.

Elas começaram recentemente o Kids Love NYC (IG: @kidslove.nyc — segue lá), um negócio para dar apoio às mães, que como elas, saem do seu país e vão viver em NY.

O IG, e em breve o blog, reune muitas dicas acerca da vida em Nova York. E acaba que essas dicas também são ótimas pra quem está indo viajar com os filhos.

Conversamos muito e foi um papo super agradável.  Contei pra elas dos meus projetos com o Mommys e quis saber delas como tudo começou e como é empreender em um país diferente do nosso.

A Bel mora em NY há quase 3 anos e tem dois filhos, o mais novo nasceu em NY.  A Anna está lá há pouco mais de 6 meses e também tem dois filhos. Elas se conheceram por causa dos maridos, tiveram uma afinidade imediata, e resolveram virar sócias.

Elas me contaram que desde que se mudaram pensavam em uma atividade profissional, pois sempre trabalharam aqui no Brasil e a ideia de não fazer nada nos EUA era um pouco assustatdora.

É claro que a rotina delas é bem diferente da que tinham no Brasil, e como elas mesmo pontuaram as preocupações não deixam de existir, mas são outras.

Mas acho que a vida de mãe empreendedora é parecida em qualquer lugar do mundo.

As meninas conseguem trabalhar quando os filhos estão na escola, elas não tem um escritório físico, então trabalham de casa e com certa frequência também se reúnem em cafés e espaços que são totalmente amigos de quem precisa ou quer trabalhar em um ambiente diferente. É muito comum esses locais disponibilizarem o wi fi e não se incomodarem se você está ali concentrado no seu notebook (nesse quesito o Brasil ainda precisa melhorar!).  Aliás wi fi é algo que elas não precisam se preocupar, ainda mais elas que tem um negócio na internet.

Um dos desafios que elas enfrentam é a falta de rede de apoio, familiares por perto e funcionárias para ajudar nas tarefas domésticas, essa deficiência exige delas uma organização melhor do tempo.

Foi uma experiência diferente e muito legal pra mim. Com certeza irei repetir nas próximas viagens!

 

 

5 dicas para você dar show nas suas apresentações

Mãos suadas, respiração ofegante, boca seca, voz trêmula…

Você se sente assim quando é convidado (ou convocado) a fazer uma apresentação? Você não está sozinho. Pesquisa abaixo mostra que 41% dos entrevistados tem mais medo de falar em público do que de problemas financeiros ou de morrer.

E se você é empreendedora e enfrenta essa dificuldade, é hora de vencer esse desafio para conseguir divulgar seu negócio. Afinal, você precisa engajar investidores, funcionários, clientes.

Nós temos a tendência de analisar e julgar os outros inconscientemente pela forma como a pessoa se comunica. “Aquele é arrogante, este é bonzinho, aquele é tímido, inseguro…”e fazemos isso de modo intuitivo.  São alguns detalhes no modo como cada um se comunica que nos levam a essas conclusões. Vou compartilhar com você 5 dicas preciosas para você dar show nas suas apresentações e se tornar sua melhor versão como comunicadora.

1. Veja cada apresentação como uma oportunidade

Para ser capaz de manter a calma e conseguir obter sucesso na sua apresentação, tenha claro o seu objetivo. O que você quer que a sua audiência pense, sinta ou faça quando você terminar sua apresentação? Mentalize os ganhos de estar ali perante o seu público e demonstre respeito se preparando para esse momento. Pense no privilégio ter a atenção deles e retribua compartilhando mensagens de fato relevantes para as pessoas.

Ao invés de pensar no desafio e se deixar dominar pelo medo de ser julgado, criticado ou questionado, fixe sua mente na oportunidade e em como o que você tem para compartilhar de fato pode beneficiar público.

2. Pense pela perspectiva da audiência

Quanto mais você souber a respeito do seu público, mais conseguirá adequar o discurso em prol do seu objetivo. As perguntas abaixo podem te ajudar conhecer melhor a audiência:

– Qual o conhecimento prévio das pessoas a respeito do que você irá falar? (Se sabem muito, você pode ser mais sucinta em alguns tópicos, mas se são leigos, será necessário contextualizar)

– Há algum tipo de resistência que você consegue já prever que pode surgir? (Se sim, prepare argumentos e os deixe “na manga” evitando ser pega de surpresa). Essa é uma das dicas para saber como lidar com perguntas difíceis.

– Qual o interesse do seu público a respeito do que você irá falar? De que modo o seu produto/serviço pode melhorar a vida delas?

Saber essas respostas ajuda você a definir o que é essencial ter como informação na apresentação e o que em alguns casos não deve entrar para não te sabotar ou tornar o discurso cansativo

3. Crie uma lógica

Esboce no papel um mapa mental que será o guia do seu raciocínio ao longo da apresentação. Ele ajudará você a conseguir ser mais clara, objetiva e administrar melhor o seu tempo. Nem toda apresentação precisa de slides, mas toda boa apresentação exige um roteiro bem estruturado, com começo, meio e fim.

Sabe aquele jantar inesperado na casa do vizinho no fim de semana? Talvez lá tenha um potencial cliente e surja uma oportunidade para você vender seu produto/serviço. E quando te perguntarem, o que você faz? Será que conseguirá despertar o interesse e vender o seu peixe?

Até para esse momento é importante ter um discurso bem estruturado na manga, o famoso elevator pitch (técnica para em poucos minutos “vender ideias”), mas esse é assunto para outro post.

4. Atente-se ao seu corpo

Imagine falar de um assunto triste com um sorriso no rosto (algumas pessoas quando ficam nervosas tem crise de riso). Soa irônico ou até mesmo desrespeitoso. É essencial coerência entre o que você fala e o que seu corpo demonstra. Manter a postura ereta, os ombros abertos, um gestual que acompanhe o discurso e uma expressão facial convidativa fazem toda a diferença.

A melhor maneira de melhorar a comunicação não-verbal é tornar consciente o que antes era inconsciente. Como assim? Faça um exercício: filme você falando em público e depois assista analisando de modo crítico. Observe como se movimenta enquanto fala. Os seus gestos complementam o seu discurso ou dispersam a audiência por serem repetitivos? Sua expressão facial acompanha a mensagem que você quer transmitir? Ou você se mantem sério independente da situação? Ao identificar os pontos de incoerência você os torna conscientes, porque até então, você fazia sem perceber, mas agora sabendo o que pode melhorar, tem a chance de começar a desenvolver a nova competência.

5. Dê vida as palavras

“A voz humana é o instrumento mais poderoso do mundo! Pode começar uma guerra ou dizer eu te amo”, Julian Treasure

Mas falar sempre no mesmo tom, pode tornar o discurso monótono (monotom…) para sua audiência. Explore as palavras, dê ênfase ao fazer pequenas pausas ou lentificar ao falar as palavras importantes. Lembre-se: verbos já tem peso nas frases, por isso, escolha evidenciar, substantivos e números. O segredo é treinar e buscar aprimorar uma coisa por vez para se tornar uma comunicadora ao máximo, ou seja, a melhor versão de si mesma.

“Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Por isso, a excelência não é um ato, mas sim um hábito” Aristóteles

A comunicação no meu negócio

As pessoas podem estar cansadas de me ouvirem falando, mas eu continuo falando. Eu acho o máximo o empreendedorismo materno, acho demais todo esse movimento que acontece após o nascimento dos filhos e que leva muitas mães a se descobrirem grandes mulheres de negócios. É tanta criatividade, tanta competência, que eu fico maravilhada.

E eu tenho pra mim que uma coisa puxa a outra, quando você está trabalhando por um propósito maior (que em muitos casos é o poder estar mais próximo dos filhos) você trabalha com mais vontade, com mais paixão e a consequência disso é a excelência, é um ótimo trabalho.

Influenciada por todo esse meu fascínio pelo empreendedorismo materno eu criei a Vitrine Mommys , uma plataforma totalmente voltada para as mães empreendedoras. A Vitrine, hoje, dá visibilidade para as mães, lá elas podem divulgar seus produtos, serviços, contatos, por um valor de assinatura muito acessível.

Mas a ideia da Vitrine vai além, a ideia é apoiar, capacitar e dar suporte para as mães empreendedoras. Enquanto isso não acontece dentro da própria plataforma, vamos fazendo de acordo com os recursos e canais que temos disponíveis.

E é por isso que a Vitrine Mommys está promovendo uma série muito legal no Mommys TV.

A Vivi Zagnoli é uma profissional muito competente, com muita experiência na área de comunicação. Mas eu sei, por experiência própria, como às vezes é difícil para nós, pequenas empreendedoras, fazer um investimento, mesmo em algo que a gente quer e acredita muito.

E foi pensando nisso que eu pedi pra Vivi dar essa canja pra gente. Dividir a experiência prática dela, em vídeos com assuntos que sempre nos rondam e nessa era digital são primordiais.

Fiquem ligadas porque o conteúdo está muito maravilhoso. Tenho certeza que vai ser muito útil para todas!

““Milho de pipoca que não passa pelo fogo…”

Hoje o Facebook me trouxe uma lembrança mais que oportuna. Uma postagem com a mensagem: “Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando PASSAMOS PELO FOGO. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira”. E há exatamente 1 ano atrás passei pelo fogo. E que fogo.

Era quinta feira, um dia normal de trabalho pós feriado, com as angústias de quem tem um bebê em casa, correria normal para sair, trabalhar, ir em casa no almoço ver se estava tudo bem e amamentar o pequeno, voltar correndo para não perder o horário a não ser por uma questão: minha estabilidade havia acabado. A “falsa paz interior” em se ter acolhimento, compreensão e valorização pois agora além de ser uma profissional que sempre deu o seu melhor, também era Mãe, foi-se embora e junto com o término da minha estabilidade veio a surpresa: meu desligamento.

Não fui desligada sozinha. Faltando 20 minutos para encerrar o expediente, houve uma demissão em massa na empresa, com a justificativa da crise econômica. Até aí tudo bem. Todos estamos sujeitos a isso, ainda mais no momento caótico em que estamos vivendo no nosso país. Mas junto com a carta de demissão, veio a dúvida: porque eu? Numa equipe de 10 pessoas, porque eu fui a escolhida? Eu, que sempre dei o meu melhor, que nunca me neguei a ficar depois do expediente quando a empresa precisava (sou contadora e o expediente contábil normalmente se estende nas empresas). Eu que tanto precisava do trabalho, eu que estava com um bebê de 6 meses em casa e precisava deste acolhimento, me sentir útil, precisava do meu salário no fim do mês para pagar as contas. No momento que uma mãe mais precisa de acolhimento não o tive. Foi justo comigo? Naquele momento, com certeza não. Mas hoje, sei que foi o melhor que poderia ter acontecido. Saí de lá muito trêmula e com um mix de sentimentos: alívio por poder ter um tempo a mais para ficar com meu bem mais precioso, meu filho, e ao mesmo tempo uma frustração tomava conta de mim. O que vou fazer agora? Eram tantas perguntas que o máximo que consegui fazer foi pegar o carro e ir embora para casa.

Depois do susto, veio a revolta. Vi que era mais uma na estatística pois várias mães passavam pela mesma situação de serem desligadas após o retorno ao trabalho pós licença maternidade/término da estabilidade. Não consegui por um bom tempo dimensionar a mistura de sentimentos, mas entreguei nas mãos de Deus o ocorrido e optei em ficar em casa até que Miguel completasse 1 ano. Era o tempo considerado ideal para que acompanhasse de perto seu desenvolvimento, para continuar amamentando e para me reorganizar para voltar ao mercado.

O prazo que me dei estava se encerrando. Estava mais inquieta que o normal e um desejo de mudança, de sair da minha zona de conforto e poder ficar perto do meu filho estava latente. Queria empreender, mas nãos sabia nem por onde começar. Após uma conversa com a Mariana Bicalho, resolvi fazer um programa de Coach. Em paralelo, fui convidada para participar de alguns processos seletivos e para minha surpresa, uma das empresas me escolheu e recebi um retorno muito caloroso para que começasse imediatamente. Mas e eu, estava escolhendo essa vida novamente para mim? Depois de muito conversar com meu marido (ele foi fundamental nessa transição), decidi recusar essa proposta e seguir meu caminho. Muitos me chamaram de “doida” mas decidi empreender num país em crise, com filho pequeno e com o coração cheio de vontade de fazer dar certo e fazer acontecer.

Neste momento tive a certeza de que não virei “piruá” (milho de pipoca que passa pelo fogo mas não se transforma em pipoca) pois me redescobri como mãe, como empreendedora e hoje faço o que gosto, estou com meu filho todos os dias, com flexibilidade e muito mais leveza. Trabalho pouco? Não… pelo contrário, trabalho muito mais que antes, mas com o diferencial que hoje trabalho feliz!!!!

Que saibamos virar pipoca sempre!!

“E há os que passam pelo fogo e continuam sendo “piruá” o resto da vida! Eis o livre arbítrio: mudar, fazer girar, transformar ou permanecer no mesmo lugar reclamando porque nada muda”.

 

Viviane de Paula Horta, mãe do Miguel e empreendedora na SoulFitbh

Quando a gente descobre nossa paixão, a mágica acontece

Decidi postar aqui uma live que fiz no Mommys (*) sobre uma parte do caminho que percorri quando decidi focar em um projeto novo.

Mas não era um projeto qualquer, era o projeto que tinha tudo a ver comigo, o projeto que tinha a ver com a minha paixão.

Sou a prova viva que quando existe foco e paixão o resto é mágica!

Se você quer saber mais sobre o PMC (Programa Mães com Carreira) clique aqui

* grupo de maternidade secreto do facebook, criado em 2010 e atualmente com mais de 4.600 membros